quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tentativa de inspiração

Não sei se você leu o post anterior, mas tenho muito a acrescentar sobre o que foi dito. Sentou? Pegou o leite quente? Esfregou as mãos? Então, 'simbora'!





Eu fui super romântico no post anterior, confesso que me deu medo depois que li novamente. É tanta ideia na cabeça que não sei por onde começar. Para atualizá-lo, caro leitor, devo dizer-lhe que, depois de ter escrito aquilo, consegui o que eu queria. Sim, eu comecei namorar e acabei caindo na própria armadilha. Por que armadilha? Simples! Eu disse que amar também era sofrer . E que, se você sofre, é porque você já amou (ou ainda ama), sendo assim, sofrer torna-se um privilégio. Mas a verdade é que não queremos sofrer. Não queremos nem imaginar como seria nossa vida sem 'a pessoa amada', e coloco entre aspas porque existem inúmeras pessoas que ainda serão amadas por nós, e inúmeras pessoas que nos farão sofrer (e vice-versa, porque a arte do ser humano é fazer alguém sofrer). A questão é: Eu disse tanto que sofrer por amor era um privilégio que me vi em uma situação super chata. Qual? Lutei por um amor (a gente sempre acha que é amor até terminar o relacionamento), e acabei sozinho novamente. Agora, vocês podem dizer: 'Viu?! Sofre! Não é bom?'. Mas sabem qual é o grande problema (ou não)? EU ESTOU ÓTIMO! Tenho medo do que possa vir de minha pessoa. Poxa vida, eu não sofro. Será que sou insenssível? Ou será que '(...) a vida me prestou esse favor: Me fez sempre pronto pra viver um novo amor'? Já dizia Ana Carolina, quem sou eu para descordar? E, cada vez mais, acredito que seja realmente isso. Veja só o paradoxo: Eu amo tanto que não tenho tempo para sofrer. A vida tem sido generosa comigo. Eu sei que logo virá um novo 'amor', eu vou me apaixonar, vou terminar, (não) vou sofrer, vou encontrar um novo 'amor', vou me apaixonar, vou terminar (...)