quarta-feira, 14 de julho de 2010

Michael Jackson

Veja só, você deve estar se perguntando (ou não) o porque da minha demora para postar algo novo. A verdade é que só posto quando a ideia vem por completo na cabeça. Quando isso acontece, fico, na frente do PC, escrevendo por no máximo vinte minutos, já que os pensamentos estão frescos e quase 100% organizados. Hoje, resolvi deixar aflorar meu lado mais crítico e irei falar sobre ele, o intocável, o inatingível e nunca criticado Michael Jackson. Simbora?





Antes de dizer exatamente o motivo pelo qual escrevo, deixo registrado (para que não me batam de forma tão violenta) a importância desse cara pra música mundial. Não existem dúvidas de que ele revolucionou a maneira como enxergar uma canção e se fazer um bom videoclipe (veja os clipes da Lady Gaga para entender o quanto ela foi influenciada pelo Michael). Bem, com a morte do astro, em 2009, ele voltou a ser o centro das antenções. Notícias em todos os sites, CDs à venda em todas as lojas, especiais de TV, coletâneas etc. Com isso, surgiram os novos fãs. Eis o problema! Surgiram pessoas que, antes, só sabiam dizer coisas do tipo 'esse cara é um pedófilo', 'não aceita a própria cor'. Agora, dizem-se fãs do Rei do Pop.

O cara é o mesmo, as músicas também. Como, de uma hora para outra, ele passou a ser visto como gênio? Entendam, não estou criticando a originalidade e, muito menos, o talento dele. Estou questionando o porque dessa super valorização acontecer apenas após a morte de um artista. Confesso, eu não conhecia muito sobre Michael Jackson. Sabia coisas do tipo: 'Ele canta Thriller', 'Fez alguns filmes', 'Fez inúmeras cirurgias', 'Foi casado com a filha do Elvis'... Mas sua obra propriamente dita nunca conheci a fundo e nem muito me interessei. Não virei fã após sua morte, até porque não satisfaz meu anseio musical.

Acontece que, analisando e assistindo tudo o que foi lançado sobre ele, começo a ter uma opinião um tanto quanto critica sobre Jackson. Não falo como entendedor e pesquisador sobre o assunto. Falo como um jovem normal que, após conhecer um pouco sobre algo, é capaz de, pelo menos, dizer se é ou não agradável para si. E quer saber? Michael tem, sim, muitas músicas excelentes (Billie Jean, Black Or White, Bad, Beat It) mas, por outro lado, também possui músicas terríveis (Human Nature, It's the falling in love), que mal consigo parar para ouvir. E, depois de assistir 'This Is It', percebi que a fantástica turnê que marcaria o retorno, e também o fim, da carreia de Michael, não tinha nada de muito inovador. Bailarinos sendo jogados para o ar, filiminhos no telão, as danças de sempre. AS DANÇAS! Sério, e quase todas as músicas os passinhos feito por ele são os mesmos. Com diferença de algum gritinho ali ou acolá.

Tá, você deve estar dizendo (ou não) coisas do tipo: 'Cala a boca, ele é um gênio', 'Vá se ferrar! Vou parar de ler!', mas não percebeu que ainda não tomou uma atitude de critico perante o que ouve. Minha intenção foi fazer com que pensemos mais sobre o que escutamos/assistimos. Não é porque dizem que é bom que devo achar o mesmo. Reconhecer um talento e gostar são coisas diferentes. Quer um exemplo? Você pode não gostar do que Lya Luft escreve, mas, no fundo, você sabe que ali se encontra uma excelente profissional, e que não é perfeita. Para quem não sabe quem é Lya Luft, por favor, GOOGLE. Você pode, sim, fazer suas considerações sobre o que achar necessário, desde que não critique apenas para falar mal a respeito de algo ou alguém. A crítica não só rebaixa, ela também eleva aquele que sabe fazer de algumas considerações um ótimo texto.

'Now I believe in miracles. And a miracle has happened tonight'

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tentativa de inspiração

Não sei se você leu o post anterior, mas tenho muito a acrescentar sobre o que foi dito. Sentou? Pegou o leite quente? Esfregou as mãos? Então, 'simbora'!





Eu fui super romântico no post anterior, confesso que me deu medo depois que li novamente. É tanta ideia na cabeça que não sei por onde começar. Para atualizá-lo, caro leitor, devo dizer-lhe que, depois de ter escrito aquilo, consegui o que eu queria. Sim, eu comecei namorar e acabei caindo na própria armadilha. Por que armadilha? Simples! Eu disse que amar também era sofrer . E que, se você sofre, é porque você já amou (ou ainda ama), sendo assim, sofrer torna-se um privilégio. Mas a verdade é que não queremos sofrer. Não queremos nem imaginar como seria nossa vida sem 'a pessoa amada', e coloco entre aspas porque existem inúmeras pessoas que ainda serão amadas por nós, e inúmeras pessoas que nos farão sofrer (e vice-versa, porque a arte do ser humano é fazer alguém sofrer). A questão é: Eu disse tanto que sofrer por amor era um privilégio que me vi em uma situação super chata. Qual? Lutei por um amor (a gente sempre acha que é amor até terminar o relacionamento), e acabei sozinho novamente. Agora, vocês podem dizer: 'Viu?! Sofre! Não é bom?'. Mas sabem qual é o grande problema (ou não)? EU ESTOU ÓTIMO! Tenho medo do que possa vir de minha pessoa. Poxa vida, eu não sofro. Será que sou insenssível? Ou será que '(...) a vida me prestou esse favor: Me fez sempre pronto pra viver um novo amor'? Já dizia Ana Carolina, quem sou eu para descordar? E, cada vez mais, acredito que seja realmente isso. Veja só o paradoxo: Eu amo tanto que não tenho tempo para sofrer. A vida tem sido generosa comigo. Eu sei que logo virá um novo 'amor', eu vou me apaixonar, vou terminar, (não) vou sofrer, vou encontrar um novo 'amor', vou me apaixonar, vou terminar (...)


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

MASOQUISTA eu?

É, caro leitor, a vida nos prega cada peça, HAHAHA. Na verdade, acho que nós mesmos que damos os nós dessas ciladas, maaaaas, no post de hoje, não vou reclamar. Vim, simplesmente, dizer que agora sou MASOQUISTA.





CAAALMA, foi só pra fazer drama, rs. Mas, essa declaração tem um fundo de verdade. Tá, eu explico: Eu já declarei outras vezes que sofrer por amor é um privilégio do ser humano. Privilégio porque, se você sofre, é porque ama, ou já amou. Sempre fui apaixonado por esse tipo de sentimento. Parece contraditório, nao é? Mas é fantástico morrer de ciúme, acabar com as unhas ,de tanto roer, ficar desesperado, tentar agradar, tentar fazer com que a pessoa lhe note... Esse processo é gostoso quando, no final de tudo, você alcança seus objetivos, e é exatamente disso que estou falando. Eu já brinquei muito com meus sentimentos, e com o das pessoas também. Estou numa fase em que devo aprender o valor de tudo isso. Mas como? Sofrendo, começando do zero, criando a paixão dia após dia, conquistar por degraus... Na vida sentimental, tudo, sempre, foi muito fácil pra mim. Não que eu esteja deixando a modéstia de lado, nada disso. É que sempre fui correspondido. Logo, eu não dava valor, não reconhecia a importancia de estar apaixonado, de amar... Tá ficando meloso esse papo né? Vamos resumir: Eu nao quero fantasiar, tampouco me iludir, mas quero tentar. Mesmo que nessa tentativa esteja incluida uma dose de dor. O importante é que valha a pena. Quero correr os riscos. Let's go?





'Tomar café, banho, brisa
Champanhe, tristeza, beleza
Cremes, músicas, sucos, água
(...) , passar perfume
Isso é amor
Amor quente'

(Agenor de Miranda Araújo Neto - Cazuza)